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Reflexão: Uma nova realidade ufológica

O impacto da mudança do comportamento humano na observação do Fenômeno UFO

Abertura-2 Atualmente, a fenomenologia dos discos voadores não vem ganhando grande destaque na mídia mundial. Mesmo acontecendo o recrudescimento constante de avistamentos ufológicos, em diversas partes do planeta, o noticiário ainda não oferece espaço para que o assunto seja tratado mais amplamente. E com o propósito de banalizar ainda mais o fenômeno, alega-se que, apesar da existência de inúmeros modelos de câmeras digitais e telefones celulares com dispositivos fotográficos, não há o correspondente incremento no número de registros de ocorrências nos veículos de comunicação.
Ora, sabemos que o processo de revolução urbana e a mecanização da agricultura provocaram o deslocamento de grande parte da população rural para as cidades. Hoje, apesar da população mundial em áreas rurais ter sido ultrapassada pela urbana, no Brasil o percentual de 63,8% de pessoas que viviam no campo nos anos 50 caiu para 21,7% em 1998, segundo o site Cola da Web [www.coladaweb.com]. Isso quer dizer que houve uma diminuição sensível na quantidade de cidadãos dados a olhar para o céu, em virtude dos novos hábitos cotidianos dos agora moradores de áreas urbanas. A poluição luminosa das cidades e as telas da televisão e do computador foram os principais fatores na alteração dos costumes anteriores. Estes aparelhos quebraram a organização familiar, minimizando a reunião de amigos e parentes para as conversas puras e corriqueiras que aconteciam no passado, sob a abóbada estelar. Como resultado, houve um esvaziamento ou diminuição da percepção de fenômenos celestes noturnos, sejam eles meteoritos, satélites artificiais e até mesmo objetos voadores não identificados.
ets009 Os pilotos de grandes jatos comerciais hoje são gestores de cabine de suas aeronaves, uma vez que os sistemas de controle de vôo são cada vez mais automatizados

Do carro de boi ao fusquinha, até chegar aos veículos mais modernos, o fazendeiro e seus peões deram um salto qualitativo na administração do agronegócio, mas perderam o status de observadores astronômicos naturais. Assim como a microeletrônica dos enlaces comunicativos tornou o mundo uma verdadeira aldeia global, mas empurrou o ser humano para dentro das instalações cobertas e emparedadas. Encerrou-se, assim, o ciclo da maioria das pessoas, que antes ficavam a maior parte de suas vidas em contato com a natureza, expostas a fenômenos celestes. Com isso, esvaiu-se a oportunidade de verificarem se “os deuses viriam das estrelas”.

Quanto à alegação de que é cada vez menor o número de detecção de UFOs pelos radares dos centros de controle de tráfego aéreo, é bom que se saiba que o intenso movimento de aviões vem confundindo ou então relegando a um segundo plano evidências de plots – como são denominadas tais detecções – que seriam eventualmente registradas por estes aparelhos. A ampliação do tráfego da aviação de pequeno porte, atendendo atividades ilícitas, como tráfico de armas e de tóxicos, além dos interesses do garimpo ilegal, saturou sobremaneira a gestão do espaço aéreo. Isso pode levar a uma confusão entre o registro de objetos de origens diferentes, tais como pequenos aviões e objetos voadores não identificados.

Autor: Antonio Celente Videira